sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Macroevolução

 Macroevolução é o estudo da mudança de espécies ocorridas gradualmente no nível de espécie para cima. Você nunca vai ver uma Macroevolução ocorrendo porque ela ocorre lentamente, no espaço de milhões de  anos. No oposto, existe a microevolução, que é pequenas mudanças dentro de uma espécie. Ambos os termos foram criados pelo entomólogo alemão Yuri Filipchencko em seu trabalho de 1927 Variabilitat und variation. Desde sua criação ele tem sido revisado diversas vezes pelos cientistas que consideram a evolução como um processo único, e a divisão entre micro e macro evolução acaba sendo artificial. Macroevolução não é um animal de uma espécie dar origem a um outro, de uma outra espécie totalmente diferente. O que ocorre é que os animais se diversificam e variam entre si. E com o passar do tempo, com essa variação e diversificação, a espécie se torna totalmente diferente da outra, mas não de repente. O conceito de uma animal dando luz a outro totalmente diferente é errôneo. Macroevolução é o conjunto de varias Microevoluções, esse mesmo processo foi que nos levou até aqui. Existem duas teorias para explicar a macroevolução, o gradualismo e o equilíbrio pontuado. O gradualismo defende a tese de que a evolução de uma espécie ocorre com a lenta acumulação de pequenas modificações ao longo do tempo. Já o equilíbrio pontuado é uma recente teoria proposta pelos paleontólogos norte americanos Niles Eldredge e Stephen Jay Gould em 1972. Ela propõe que Em maior parte das populações de organismos de reprodução sexuada experimentam pouca mudança ao longo do tempo geológico, e, quando mudanças no fenótipo ocorre, eles se dão de forma rara e localizada em eventos rápidos de especiação denominados Cladogênese. Mas, e a explosão cambriana? apesar de já ter explicado em outra postagem, vou explicar aqui uma outra proposta. A irradiação adaptativa. É um fenômeno que ocorre quando em curto espaço de tempo se dá origem, a partir de uma única espécie, a varias outras espécies, no qual diversos grupos se separam, dando origem a tamanha diversidade. Extinções em massa, relativamente comum no registro fóssil, constitui uma parte essencial na teoria de Gould e Eldredge. Grandes extinções em massa já ocorreram cinco vezes na Terra, no Ordoviciano-siluriano, no Devoniano-Carbonífero, no Permiano-Triássico, Triássico-Jurássico e a mais famosa Cretáceo-Terciário. Todas marcam o fim de um período. existem outras extinções que não tiveram tanto impacto, como a do Jurássico inferior, cretáceo inferior, Eoceno Superior e final do carbonífero. As extinções aparecem repentinamente, e a evolução, em alguns casos, se encontra em um beco sem saída e a espécie que não consegue se adaptar, morre.     
                                               
Mas se não vimos, como podemos saber que é verdade? a ciência fornece evidencias, como O fenômeno de "espécies em anel". Mas as evidências mais sólidas de macroevolução são as que a paleontologia nos fornece. Temos linhas continuas de evolução e graduação dentre as espécies. Como os cavalos (ver imagem acima), temos o Eohippus, mesohippus, Merycchipus, hiparion e o cavalo atual. É um claro exemplo de macroevolução, assim como as linhagens das baleias, elefantes, e de nós mesmos. Nós chamamos esses animais de animais intermediários, chamar de transicional é errado. Então a ciência nos forneceu as provas da qual estávamos a tanto tempo procurando.

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